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Arquivo de abril, 2009

Condenado a cinco anos de prisão negacionista do Holocausto

 VIENA, 28 de abril de 2009

 

O Tribunal Penal de Viena condenou hoje a cinco anos de prisão, o austríaco negacionista do holocausto, Gerd Honsik, detido em agosto de 2007 na cidade espanhola de Málaga e extraditado à Áustria.


O júri determinou de forma unânime que o acusado era culpado do crime de “Negação do Holocausto Judeu durante a Segunda Guerra Mundial” e de por em dúvida a veracidade sobre a existência das câmaras de gás, o que segundo as leis austríacas, é considerado delito, conforme informou a rádio estatal ORF.

 

O juíz Andreas Böhm também, considerou agravante o fato de Honsik jamais demonstrar arrependimento e de prosseguir com suas atividades de apologia ao nazismo em território espanhol, por quase 15 anos.


O acusado já havia sido condenado por motivos semelhantes em 1992, transcritos em seu livro “Indulto para Hitler”, no entanto conseguiu escapar da justiça, foragindo-se na Espanha, onde suas atividades divulgatórias não eram consideradas delito à época, no entanto e, 23 de agosto de 2007 acabou por ser detido em Málaga, por conta de um mandato internacional de prisão, emitido por um tribunal austríaco, depois que o juiz espanhol Baltasar Garzón entendeu que os motivos da condenação de Honsik na Áustria, incidiam no “Artigo 607 do Código Penal Espanhol, reformado em 1995.


“É um dos líderes ideológicos Neonazistas”, assegurou o promotor Stefan Apostol, que o acusou de difundir, inclusive em escolas, o panfleto de apologia neonazista “Halt”.


Apostol assegurou que Honsik era “um dos líderes dos revisionistas (do Holocausto)”, um falsificador da história que tenta através de seus textos, ressuscitar o pensamento nacional-socialista, com uma demagogia que encontra voz principalmente entre a população de pouca instrução.

 

O promotor também anunciou que recorreria da decisão, para que lhe seja imposta uma pena maior, enquanto o advogado de defesa, Herbert Schaller, também anunciou que que recorreria da decisão, por considerar intolerável que lhe imponham uma pena de cinco anos de prisão, por exercer seu direito de livre expressão. (sic).

 

O juiz do caso negou o pedido da defesa, para a apresentação de material que respaldaria a posição ideológica do acusado, por considerar irrelevante para o caso.


Quando foi pronunciada a sentença o acusado passou a gritar e a dar golpes na mesa, como sinal de protesto, atitude que se repetiu ao longo de todo o julgamento.

 

Antes de ser julgado (e condenado), Honsik.havia cumprido pena de dezoito meses, correspondentes à pena imposta em 1992 e então permaneceu em prisão preventiva à espera deste novo julgamento.

Fonte: EFE

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