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Arquivo de maio, 2009

Coréia do Norte – O retrato de uma nação

 Cada vez mais, me impressiono com a capacidade que o ser humano tem em fazer bobagens. O louco da vez vem lá do outro lado do mundo, de um pais chamado “Coréia do Norte”.

 

A história da Coréia do Norte começa após o final da Segunda Guerra Mundial, no ano de 1945. Nas semanas finais da guerra no Pacífico, os japoneses foram expulsos da península coreana e forças soviéticas e norte-americanas ocuparam a área. Os soviéticos estabeleceram-se ao norte do paralelo 38 e os norte-americanos ao sul. Formaram-se dois países que reclamavam o direito sobre toda a península, cada um proclamando ser o legítimo representante do povo coreano

Um regime de partido único tal qual o soviético foi implantado no país (norte), tendo como governante Kim Il Sung (que governou de 1948 a 1994). A paz se mantinha fragilmente até que no dia 25 de junho de 1950, a Coréia do Norte (contando com o apoio da China e URSS) invadiu a Coréia do Sul e deu início a uma grande guerra. O estado de guerra manteve-se até 27 de junho de 1953, quando foi então assinado um armistício entre as duas Coréias, criando uma zona desmilitarizada entre os dois países.

A Coréia do Norte, graças à ajuda da URSS e China, apresentava bons índices de desenvolvimento econômico e industrial durante todo o terceiro quarto do século XX. Mas a partir da crise do petróleo dos anos de 1970, o país sucumbiu diante da modernização tecnológica e econômica e não mais conseguiu se reerguer.

Com o fim da URSS, a China passou a desempenhar o papel de mantenedora política da Coréia do Norte, especialmente quando surgiam reclamatórias apresentadas pelos “inimigos do regime”, tais como Japão, Coréia do Sul e EUA.

Kim Jong II

Kim Jong II

Em 1994 morre o governante Kim Il Sung, após 46 anos no poder. Em 1997, Kim Jong II, o filho de Kim Il Sung, assumiu o comando do partido dos trabalhadores norte-coreano e adotou uma linha de governo seguindo a linha do pai, opondo-se à abertura econômica do país e inflando gastos com o setor militar, enquanto que o país passava (e ainda passa) por graves problemas.

Mesmo com os graves problemas econômicos e sociais, a Coréia do Norte investiu pesado no setor militar, culminando com a fabricação e teste de um artefato nuclear no ano de 2006, quando então realizou sua primeira chantagem atômica, exigindo “incentivos econômicos” para paralisar seu programa nuclear.

A algum tempo, o dinheiro obtido com a primeira chantagem atômica se findou, e Kim Jong partiu para uma nova chantagem atômica, dando demonstrações de poder, lançando mísseis, realizando um novo teste nuclear e fazendo ameaças em palanques. 

Atualmente, a Coréia do Norte passa por um gravíssimo problema de abastecimento agrícola, causado por “desastres naturais” e por um sistema de produção coletiva totalmente desorganizado e defasado. A falta de alimentos é gigantesca, milhares de pessoas morrem de fome e outras milhares conseguem sobreviver alimentando-se de ervas e cascas de árvores, enquanto que o governante investe os já escassos fundos nacionais para brincar com seus soldadinhos de chumbo. 

 

Falam que o brasileiro é um povo acomodado, que não reage contra governantes corruptos, que esperam sempre as coisas acontecerem, mas e o povo norte-coreano, até quando permitirão que esse ditador lunático permaneça no governo, até quando o povo norte-coreano vai suportar a miséria, a dor e a fome?

 

Esse é o retrato de um país chamado “República Democrática Popular da Coréia”, que de democrático não tem nada e de popular só tem a miséria.

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