A Corrida Nuclear

A criatividade destrutiva do ser humano é sem dúvida impressionante. Desde os primórdios o homem buscou criar armamentos que sobrepujassem seus prováveis oponentes. Verdadeiras fortunas eram (e ainda são) empregadas no desenvolvimento bélico, muitas vezes não para empregar realmente um novo engenho, mas apenas para intimidar possíveis invasores. De certa forma, a corrida armamentista foi ao longo dos séculos, a espinha dorsal do desenvolvimento humano, especialmente no Ocidente.

 

Como não podia deixar de ser, quando o homem começou a tomar ciência do imenso potencial de alguns elementos, como por exemplo o urânio, logo iniciou as pesquisas para o aproveitamento deste potencial no campo militar. Diversas nações do mundo iniciaram pesquisas que visavam entender  a “mecânica” energética destes elementos e assim poderem criar um novo tipo de arma, capaz de uma destruição que embora não fosse fácil de ser imaginada, podia ser parcialmente vislumbrada tomando-se como base alguns fenômenos naturais, como por exemplo erupções vulcânicas.

 

Admitidamente o destino das pesquisas não coube apenas aos cientistas, mas em grande parte aos eventos ocorridos no mundo nas décadas de 1930 e 1940. A Alemanha com a crescente perseguição racial aos judeus, fez com que diversos cientistas proeminentes, de origem judia, fugissem do país, refugiando-se principalmente nos Estados Unidos. A Itália também teve sua contribuição através da ascensão do fascismo de Mussolini; especialmente na figura de Enrico Fermi, que conseguiu fugir e também se refugiar nos Estados Unidos.

 

Nesta altura a Corrida Nuclear já havia se iniciado, restava saber quem seria o vencedor nesta prova. À humanidade restava apenas assistir (isso quando possível) a uma corrida que sem dúvidas não revelaria um vencedor, apenas faria evidenciar que infelizmente o mundo inteiro perderia. Como consolo restava saber se o mundo perderia mais se a corrida fosse vencida pelo Eixo ou por seus oponentes.

 

Mas a Corrida Nuclear não teve um final em 1945, quando finalmente foi realizado o primeiro teste e o primeiro emprego efetivo. Este foi apenas o ponto que marcou o final da primeira volta. Diversas nações do mundo se lançaram à corrida após a Segunda Guerra Mundial e, muitas delas obtiveram sucesso em seus projetos. 

 

Nos artigos que seguirão, tentaremos apresentar um pouco de cada um dos projetos nucleares ao redor do mundo.

2 respostas a A Corrida Nuclear

  1. tata disse:

    foi otimo pesquisei ai e tirei boa notas no meu trbalho

  2. Almiro José disse:

    Qual a consequência das sanções impostas pela ONU aos países de armas nucleares? nenhuma, eles não acatam e pronto por terem autonomia e se respeitarem como nação soberana e nós? não podemos nem desenvolver misseis com alcance superior á 300km pode? nossos lideres são de papeis sem compromisso com o Brasil e sua história.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>