8 – Opção Sansão

  8 – Opção “Sansão”

Opção Sansão é o termo usado para descrever a estratégia de intimidação de uma possível retaliação maciça, através do emprego de armamentos nucleares, por parte de Israel, como “última opção” de defesa contra as nações cujas ações militares ponham em risco a existência do Estado de Israel. Mesmo assim, Israel se nega a admitir que possua armamentos nucleares, o que dificulta descrever verdadeiramente uma política nuclear.

Por volta de 1976, a Central de Inteligência Americana – CIA, acreditava que Israel possuísse entre 10 e 20 armas nucleares. Em 2002, o número estimado aumentou (a variação também). Israel possuiria entre 75 e 200 armas termonucleares, sendo que grande parte destas seriam multi-megaton e o número total de armas nucleares ficaria na ordem das 400 unidades. Estas armas poderiam ser lançadas da terra, ar e mar, o que possibilitaria a Israel, a opção de um “segundo ataque”, caso grande parte de seu território fosse destruído.

A concepção original do termo “Opção Sansão” é somente uma intimidação, de acordo com o jornalista americano Seymour Hersh e o historiador israelense Avner Cohen. Segundo eles, líderes israelenses, como David Ben-Gurion, Shimon Peres, Levi Eshkol e Moshe Dayan, cunharam o termo em meados dos anos de 1960, numa referrência ao personagem bíblico “Sansão”, que derrubou as colunas do templo filistino, usando as próprias mãos, matando a ele mesmo e a milhares de filistinos, que haviam ido ao templo apenas para humilhá-lo. A história bíblica, obviamente contrasta com o histórico cerco de Massada, onde 936 judeus Sicarri, cercados pelas legiões romanas, cometeram suicídio coletivo, e permitiu que posteriormente o povo judeu fosse dominado pelos romanos.

Louis René Beres, professor de Ciências Políticas da Universidade Purdue, argumenta que o papel e a efetividade da “Opção Sansão” deve ser aumentado ao ponto de acabar com a atual política de ambiguidade. Em um artigo publicado em 2004, ele recomendava que Israel utilizasse a “Opção Sansão” para suportar ataques de seus inimigos, realizados com armas nucleares ou não, em casos que sem este tipo de armas (nucleares), as forças de defesa não nucleares , não fossem capazes de deter retaliações inimigas.

Em 2003, Martin van Creveld, professor de História Militar Israelense, da Universidade Hebraica, declarou que a Intifada poderia colocar a existência de Israel em perigo, e utilizou uma passagem do livro de David Hirst (A Arma e a Oliveira” para descrever:

Eu considero que não há mais esperança a partir deste ponto. … Nós podemos destruir o mundo junto conosco, E eu asseguro que se isso for necessário, Israel o fará.

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