Agentes Químicos – Gás Mostarda
Os “Mostarda de Enxofre” ou simplesmente “Gás Mostarda” é um agente químico vesicante, utilizado como arma. Quando em sua forma pura, é incolor, inodoro e líquido à temperatura ambiente. Na forma comumente utilizada como arma química, tem coloração marrom-amarelada e tem um odor que lembra a mostarda.
É conhecido por diversas nomenclaturas: HD, senfgas, Mostarda de Enfofre, Gás Vesiculoso, s-lost, lost, Kampfstoff LOST (a abreviação LOST refere-se aos nomes de Lommel e Steinkopf, que desenvolveram o processo de produção em massa durante a Grande Guerra, para a companhia alemã Bayer AG.), Cruz Amarela e Yperita.
Agentes Mostarda, são regulados atualmente pelo CWC (Chemical Weapons Convention – Convenção de Armas Químicas) de 1993, incluídos na classe de agentes químicos de alto risco.
Uso na Grande Guerra
Utilizado pela primeira vez em 1917, ficou conhecido como “Yperita” porque o local onde se deu seu uso foi nas proximidades de Ypres. Após o ataque os britânicos decidiram criar seu próprio arsenal de gás mostarda (mas o único meio que lhes era possível à época era o processo Despretz–Niemann–Guthrie ), que foi utilizado pela primeira vez em setembro de 1918, durante o ataque à Linha Hindenburg.
O gás era dispersado via aérea, em combinação com outros agentes químicos, o que lhe atribuía a coloração amarelada e o odor característico. Lançado através de granadas de artilharia, bombas aéreas, minas terrestres, morteiros, obuseiros e mesmo foguetes, teve uma taxa de letalidade de apenas 1% dos casos.
Sua principal efetividade era como agente incapacitante, uma vez que não existiam medidas de proteção eficazes contra a exposição deste agente. Mesmo que o soldado esteja utilizando uma máscara, o agente ataca a pele.
Uma característica deste tipo de agente químico é o surgimento imediato dos sintomas como vesículas e queimaduras. Em muitos casos, os efeitos continuavam a surgir até 12 horas depois da exposição. Apesar de não ser a intenção primária do uso deste tipo de agente, quando a exposição era elevada, se tornava letal, causando a morte entre 3 e 5 minutos, o que proporcionava ainda mais um estado de desorientação das tropas.
Além disso permanece ativo por um longo período. Quando o gás contaminava as vestes e equipamentos de um soldado, os outros soldados que tinham algum contato com este, também eram envenenados. Quando absorvido pelo solo, permanecia ativo por diversas semanas, evaporando-se muito lentamente, mesmo à noite, o que obrigava soldados de regiões muito contaminadas a abandonarem suas posições.
Os soldados expostos a este agente químico sofriam graves lesões nas áreas expostas, sofriam cegueira temporária, vômitos, tinham os pulmões afetados, geralmente causando inflamação nos brônquios, sofriam hemorragias internas e/ou externas, causadas pelo rompimento de veias, tinham a mucosa atacada, o que causava seu desprendimento e com isso mais sangramentos e uma dor insuportável. Era comum nos hospitais, vítimas deste tipo de envenenamento, serem abrigadas a ser amarradas à cama, tamanha a dor.
Apesar de não ser a intenção primária do uso deste tipo de agente, quando a exposição era elevada, se tornava letal, causando a morte entre 3 e 5 minutos.
Galeria:
- Soldado vitimado por Gás Mostarda – 1918
- Soldado vitimado por Gás Mostarda – 1918
- Soldados com Cegueira Temporária, causada por Gás Mostarda – 1918
- Soldados vitimado por Gás Mostarda – 1918
- Soldado do 22º Regimento de Infantaria (França), vitimado por gás mostarda em 18 de março de 1918
- Inspetor da ONU vitimado acidentalmente por gás mostarda, durante manuseio











































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